Entendidos da vida, entendido pelo tempo, sábios... mas como ninguém sobe tudo ou entendi tudo, se tornam ignorantes por não entenderem ou não aceitarem o que eu sinto, um desejo além da compreensão racional.
Tenho sede, tenho fome, tenho saudade.
Eu sei que é difícil entender, o amor e o prazer em algo aparentemente inútil, mas aprendi que o inútil para uns é util para si próprio. Mas pense a saudade que a mãe sente de um filho que cresce e sai ao mundo. Tenho saudade das bandeiras, vermelhas, amarelas, azuis, dos vestidos rodados, dos cetins e chitas, dos chapéis e dos arranjos que com o tempo evoluíram para coroas, e com o tempo voltaram a ser simples arranjos.
Eu tentei seguir meu sonho, e por incrível que parecesse esses olhos que não aceitavam não se impuseram, ai meu coração, mais antes tivessem, para não sofrer como sofro agora. Mesmo sabendo que nada me impedia eu desisti, por fraqueza, por respeito e por orgulho. Não aguentaria saber e ouvir esses olhos rangendo dentes contra meus desejos, escolhi sofrer e ser um fantoche do desejo de outros.
As vezes somos obrigados a nos dividirmos em dois! Quem somos e quem os outros querem que sejamos.
Agora estou aqui, estou ali, mas não estou onde deveria esta, cento vitima dos livros e do meu sentimento de culpa, esperando que a minha porta se abra e que eu veja novamente as cores do mundo, as cores do meu mundo. Não reclamo do que eu tenho, só sonho com o que arrancaram de mim. E quem sou Agora? Sou TUDO
... mas não sou EU


Nenhum comentário:
Postar um comentário