quinta-feira, 5 de maio de 2011

Guerra fria

Engraçado como as pessoas podem nos enganar, como podem se esconder por traz de uma mascara tão facilmente. Sinto-me às vezes ingênuo por confiar no mundo. A guerra e criação do homem para um único propósito: oprimir.

Para muitos é fácil ser dono da verdade, achar que é melhor que tudo e que todos, ignorar a opinião de alheios e passar pode cima como se fossem os donos do universo. Ao logo da minha vida, para o meu azar ou sorte, tenho vivido rodeado de gente assim, sem compreensão, donos do mundo e dos seres ao seu redor. Talvez isso tenha influenciado no meu modo de pensar e de agir, ligeiramente programado para lidar com pessoas assim. Eu sou defensor do respeito mutuo, ou seja, para merecer o respeito, se deve respeitar. Deve-se aceitar a opinião para ser aceito e ser valorizado, uma pena que isso não vêem acontecendo.
Uma verdadeira guerra fria se formou em quatro paredes onde deveria reinar a paz e a amizade. De um lado nós, "socialistas", defensores da igualdade das opiniões, do outro lado elas "capitalistas" impondo o seu poder forçado sobre o povo. Uma corrida foi traçada, não armamentista, eu espero é claro, mais sim um conflito de ideais tão diferentes que acabaram em um só destino: A guerra.
É impressionante como esse povo se acha dono da verdade, certos e verdadeiros. Como eles julgam e condenam de loucos, aqueles que só expressão uma opinião diferente. Se tem este direito, eu também os julgo e os condeno: Falsos! Falsos por imporem sua vontade medíocre e motivos podres. Ah eu tenho pena de gente assim. Eu tenho pena, pois eu sei que gente assim esta rodeada de gente da mesma iguala, gente que não quer ver o progresso de ninguém, só à destruição. Como andam juntos, falam de mim juntos, me julgam juntos, e são podres juntos. Creio que não custara que eles mesmos comecem a se destruírem, já que são tão bons em si em por.
Desejo ver um dia todos com suas opiniões  respeitadas igualmente, e quando esse dia chegar, nós “socialistas” estaremos juntos e fortes para a nossa ascensão. Mais em quanto isso não acontece nos preparamos para a guerra.

terça-feira, 5 de abril de 2011

Espelho

É difícil tomar decisões com certos olhos caindo sobre meus ombros, olhares entendidos e ignorantes.
Entendidos da vida, entendido pelo tempo, sábios... mas como ninguém sobe tudo ou entendi tudo, se tornam ignorantes por não entenderem ou não aceitarem o que eu sinto, um desejo além da compreensão racional.

Tenho sede, tenho fome, tenho saudade. 

Eu sei que é difícil entender, o amor e o prazer em algo aparentemente inútil, mas aprendi que o inútil para uns é util para si próprio. Mas pense a saudade que a mãe sente de um filho que cresce e sai ao mundo. Tenho saudade das bandeiras, vermelhas, amarelas, azuis, dos vestidos rodados, dos cetins e chitas, dos chapéis e dos arranjos que com o tempo evoluíram para coroas, e com o tempo voltaram a ser simples arranjos. 
Eu tentei seguir meu sonho, e por incrível que parecesse esses olhos que não aceitavam não se impuseram, ai meu coração, mais antes tivessem, para não sofrer como sofro agora. Mesmo sabendo que nada me impedia eu desisti, por fraqueza, por respeito e por orgulho. Não aguentaria saber e ouvir esses olhos rangendo dentes contra meus desejos, escolhi sofrer e ser um fantoche do desejo de outros.

As vezes somos obrigados a nos dividirmos em dois! Quem somos e quem os outros querem que sejamos.

Agora estou aqui, estou ali, mas não estou onde deveria esta, cento vitima dos livros e do meu sentimento de culpa, esperando que a minha porta se abra e que eu veja novamente as cores do mundo, as cores do meu mundo. Não reclamo do que eu tenho, só sonho com o que arrancaram de mim. E quem sou Agora? Sou TUDO


... mas não sou EU

sábado, 5 de fevereiro de 2011

Lembranças

Hoje acordei com uma forte dor no peito, um sentimento de perda, uma saudade profunda, saudade dos nossos momentos, da nossa amizade.
Cai em pensamentos e lembranças, momentos que talvez não voltaram, pelo menos com vocês, saudades das coreografia, das brigas e das intrigas, das festinhas arranjadas e do choro, nossa que choro, momentos que soubemos aproveitar, mas agora mudou, cada um tomou um rumo diferente, nossa ficamos em pedaços, o que será da nossa terra? Quem dançará? Quem não deixara as velhinhas dormirem com o som alto? 
Saudade de quando eu era radiante, quando eu vestia branco, da inveja que eu causava e dos apelidos, Ah foram bons tempos que podem até voltar, mas não com vocês, não é que nessa minha nova vida não há pessoas legais, pelo contraio estou cheiro de amigos, mas vocês são tudo pra mim, com vocês eu vivi mais!!!
Saudades de uma certa ignorante, de um certo mongó e de uma flor de mamulengo de uma turma de retardados, fomos felizes, bons tempos aqueles que eu era um nerd um CDF, em fim, só restou lembranças!!! 


quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Carência

As vezes me faço cruel e insensível,  um verdadeiro ser das trevas desprovido de quaisquer sentimento humano, mas por traz de todo vilão a um mocinho, uma criança carente de carinho e afeto uma vitima do mundo cruel dos homens. Desde pequeno me vi vitima do abandono o qual quebrou parte da minha infância, me prendendo a pensamento que me impediam de crescer. 

"Um ser criado sem carinho é como um pássaro sem ninho"

O alicerce de uma maturidade e a familia, é onde a criança encontra a proteção do mundo. Mas e quando esse elo perfeito é quebrado? Surgem vários tipos de indivíduos, uns fáceis de lidar, felizes e alegres e outros totalmente fechados e ranzinzas... e quando alguém e formado por todas essas personalidades? Seria um louco? Acredito que seria eu! 

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Conhecer, conquistar e abrigar.

A melhor forma de fazer amigos é ter amigos, porém para mim, estar em um grupo que você quase não conhece ninguém não é fácil. 
O sentimento de exclusão é longo e torturante, aqueles olhares desconfiados todos caindo sobre mim como quem diz que sou culpado apenas por não os conhecer, me sinto excluído, até pelos que conheço que pareciam ter encontrado em outras pessoas uma companhia melhor que a minha, a cada levante do copo eu pensava se tinha sido certo mudar meu percurso já que aquele local de alegria de muitos estava se tornando um tormento para mim, a vontade de volta se tornava imensa. 
Cada vez sentia-me inferior sem perceber que talvez não fossem esses olhares me condenando, mas sim eu os rejeitando, me faltava coragem, sentia um medo de ser rejeitado, com isso mais e mais copos eram levantados. Senti alguns sorrisos em minha direção, a cada copo a coragem aumentava, já estava na hora de agir era hora de conhecer.


Conhecer novas pessoas ocorre a todo o momento, fazer dessas pessoas grandes amigos é uma dádiva.
Comunicar-se é tudo, sem isso é praticamente impossível se construir uma amizade ou um relacionamento, deixar de lado a vergonha e o medo é essencial, aprendo e esqueço-me disso a todo o momento.
Assim que tive a coragem de me libertar do meu alto tormento comecei a trocar algumas palavras, escassas palavras, meio que sem assunto, querendo quebrar o gelo, um grande e enorme gelo. Mais um copo levantado e mais um entrava na conversa que já estava rendendo, já não me sentia excluindo, a festa acabava de começar para mim.
Entramos na casa e continuou a alegria, a euforia tomava a casa, tesouras e gritos amedrontavam o dono da festa, mas não era uma briga uma cena de violência, apenas uma tradição, ora meu amigo ter o privilegio de ser bem sucedido em um vestibular é para poucos. 
Após as madeixas sumirem e os flashes rolarem continuou a conversa que se estendeu a tarde da noite, mas já era hora de dormir para esperar por um dia ainda melhor... No dia seguinte fiz mais amigos, que me fizeram ficar mais um dia com eles, a amizade só crescia e crescia a noite fomos a outra festa e conhecia outras pessoas algumas legais e uma que detesto até lembrar mas em fim tudo saio ótimo!!


A dádiva de uma amizade é insuperável, ainda mais seguida de uma sincera confiança.
O dia amanhecera claro um dia bem quente, era mais um dia de festa, nossos olhares fixos para a tela de um PC esperando ansiosos o que já era previsto. Com nossas expectativas confirmadas só nos veio a cabeça uma coisa, derrubar as madeixas de mais dois felizardos, bem só não foi como o esperado, o escândalo de um certo fulano, clamando pelos seus cabelos caia em prato enquanto o outro de felicidade vibrava e não se importava de ver seus cabelos sumindo junto com a maquina, para completar o momento de jubilo seguimos para o rio, abençoar nossas almas com uma tão doce água... É dia de festa! Mas também um dia de chuva... Eu não sabia o que fazer, era hora de ir embora, mas eu não queria ir, queria ficar e participar da euforia mesmo que eu estivesse entristecido no fundo por não ter sido vitorioso como eles! Como a chuva passa e com ela o meu transporte, perdi o ultimo ônibus do dia, enchi-me de raiva, mas ainda tinha festa! Ao retornar a casa do meu amigo reconheci aqueles olhos, eram os mesmos que eu vi dia antes, eram olhos de felicidade por eu não ter pegado o ônibus olhos que diziam vamos conversar adorei conhecê-lo, eu também adorei conhecê-los. 
Papo vai papo vem, a chuva caia fina como quem quisesse vagarosamente nos expulsar do conforto debaixo daquele teto metálico. Vagabundos! Não, AMIGOS. Parecia que nós nos conhecíamos há anos, anos que foram reduzidos há dias pelo destino, até que eu escutei aquela idéia, um convite, confesso que na hora pensei que fosse uma brincadeira, mas não, era serio, tão serio como o vento frio que soprava, dizendo a nós que já era hora de dormir, o convite estava feito, conversa vai conversa vem, mas e a festa? Já nem nos lembrava-mos da festa, fizemos nossa própria festa, e aquele convite estava feito, eu não queria aceitar, mas era de uma forma tão insistente, eu apenas respondia não, mais era um convite para me ajudar, um convite que mudaria meu rumo, a partir dai eu já teria onde estudar, uma casa para morar, e porque não uma nova família, mas eu não queria aceitar, não achei certo, mas eles queriam que eu aceitasse, e conversa vai e conversa vem, e eu dei um sinal de esperança, talvez eu aceitasse, talvez isso fosse o certo, é não seria ruim morar com amigos, eu precisava de um lugar, mas me custava entender porque tão rápido, me custava entender porque tão rápido, mas o que eu não queria admitir era que há pessoas que tem um coração bom, há pessoas que eu posso contar, acho que agora vai da tudo certo, mas já era hora de dormir, ao amanhecer eu tinha que partir, chegar ao meu destino final, ao chegar eu dei a minha resposta. Sabe qual foi? 
Foi um SIM.